Rui defende Lula

O governador Rui Costa garantiu que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sairá candidato à Presidência da República nas eleições deste ano, apesar da condenação no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Em entrevista à Folha, o chefe do Executivo baiano disse que o registro eleitoral pode ser solicitado até 15 de agosto, e só a partir daí a candidatura irá a julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas a campanha já estará em andamento. Apesar da estratégia já estabelecida no partido, Rui criticou a postura do Judiciário diante desse caso, referente ao apartamento tríplex no Guarujá, porque não há qualquer “prova, mensagem de celular, bilhete, registro de cartório”, ou mesmo uma noite dormida no apartamento. “O juiz o condenou dizendo que estava convencido de que ele aceitaria o apartamento. O que estão fazendo é uma perseguição histórica. Algo semelhante só ocorreu com Getúlio Vargas. Está cada vez mais expressa a militância político-partidária daqueles que não deveriam ter preferência nem militância na política, como os procuradores e juízes”, observou. Caso o PT precise de um plano B, Rui disse que existem nomes capazes de substituir Lula, que não são necessariamente do PT, mas pode ser uma pessoa com semelhante concepção de distribuição de renda e desenvolvimento. Ele preferiu não citar nomes.”Hoje vivemos uma absoluta instabilidade jurídica e institucional, o que se reflete na demora para a retomada da economia brasileira”, acrescentou Rui, sugerindo que o novo presidente da República eleito possa fazer uma reforma política que atinja, principalmente, os tempos de TV e rádio dos partidos e o fundo partidário consequente desses dados. Na entrevista publicada nesta quarta-feira (14), Rui disse também que não se preocupa com o impacto do desgaste do PT na sua campanha à reeleição, porque “não governa para o PT, mas para os baianos”, e afirmou que os embates que trava na imprensa com o prefeito ACM Neto (DEM), possível opositor na campanha, não deveriam existir. “As pessoas transformam questões puramente técnicas em debate político”, concluiu, antes de questionar a necessidade de “atrasar um alvará” para o metrô em dez ou onze meses.

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