PV em crise

Vereadores do PV negam existir uma perseguição política contra Marcelle Moraes (PV) dentro do partido. Sabá, líder do partido na Câmara, e Henrique Carballal, 2º vice-líder, garantem que sequer houve um encontro formal entre eles e o também vereador Paulo Magalhães Júnior (PV) para decidir tirar Marcelle do posto de 1ª vice-líder da sigla. “Não teve reunião formal, foi uma decisão coletiva tomadas pelos integrantes da bancada do PV. Foi feito no plenário, em conversa”, relatou Carballal . “O que houve é que chegou um ofício solicitando a devida mudança e eu assinei por entender que é uma prerrogativa do partido”, comentou Sabá. Segundo eles, a alternância de cargos é natural dentro do PV, que tem quatro vereadores na Câmara. “O partido faz suas mudanças de quadro. Ninguém perpetua uma cadeira, um espaço”, pontuou Sabá. Marcelle acusou seus colegas de realizarem uma reunião para tirar ela do posto de 1ª vice-líder do partido na Câmara, que agora passou a ser ocupado por Paulo Magalhães Júnior, e afirmou que não foi chamada para a conversa. O ofício com a troca no cargo foi assinado por Carballal, Sabá e Paulo Magalhães. Por outro lado, Carballal aponta que a própria Marcelle já usou do mesmo artifício para se tornar 1ª vice-líder no passado. “Lá atrás ela conduziu uma reunião com Sabá e Paulo Magalhães em que eu não participei. No futuro ela poderá pleitear, no mesmo rodízio, outro status dentro do partido”, disse Carballal, que também é líder da bancada do governo. “Os espaços políticos são conquistados mediante as conjunturas. Ela tem que respeitar as decisões da bancada”, completou. Ele também minimizou o fato do ofício com a troca na 1ª vice-liderança não ter a assinatura de Marcelle. “Se nós somos maioria, não havia necessidade”, disse. O vereador declarou ainda que o documento “está lá para ela assinar na hora que ela quiser”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *