Duelo de Titãs

Os problemas para o governador Rui Costa não acabam. Depois de coordenar o desgastante processo que culminou na saída da senadora Lídice da Mata (PSB) da chapa majoritária e também de enfrentar um demorado processo de definição das suplências para o Senado, o petista está agora no meio de uma guerra de titãs. PT, o seu partido, e PSD, comandado na Bahia pelo senador Otto Alencar, estão se digladiando nos momentos finais para o fechamento da coligação proporcional de Rui.

 

Segundo informações , depois de defender o chapão, agora, aos 45 do segundo tempo, o PT quer mais de uma coligação proporcional para essas eleições. Pelo menos no âmbito estadual, o motivo do “motim” é o fato de que os petistas não concordam com a estratégia do PSD de não querer inserir os chamados candidatos-escada na coligação. Este tipo de candidatura é colocada como forma de fortalecer a legenda, fazendo com que candidatos de vários partidos, com menor potencial eleitoral, possam ser eleitos por meio dos votos de legenda. Os candidatos-escada são assim chamados por que têm poucos votos e servem, justamente, como trampolim para os eleitos. 

 

Com isso, o partido de Otto quer concentrar forças apenas nos candidatos que tenham maior potencial de eleição, o que, nas contas da sigla, seriam 13. O temor do PT é que, com isso, o PSD eleja uma bancada na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) maior que a atual dos petistas, composta por 10, e ainda faça isso às custas do sacrifício eleitoral de nomes da legenda de Rui. 

 

O impasse, então, foi estabelecido. Para correr de ficar em uma chapa com o PSD, sem candidatos-escada, o PT tem defendido a formação de duas a três chapas na proporcional. No entanto, isso é o contrário do que foi acordado pela sigla anteriormente. O próprio presidente estadual da agremiação, Everaldo Anunciação, já veio a público em alguns momentos para defender o chapão. Essa mudança de postura não é aceita pelos sociais-democratas, que querem chapa única. Por outro lado, eles não se mostram dispostos a acrescentar candidatos-escada na composição, sem ceder aos apelos de outros partidos.

 

Sob os ombros do governador Rui Costa caiu a incumbência de resolver este problema entre os dois maiores partidos de sua base. Uma reunião do conselho político, marcada para esta quarta-feira (1º) no Palácio de Ondina, às 17h30, tentará equacionar tudo. 

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