Dayane Pimentel Vice- veja vídeo

Antes de ocupar a presidência estadual do PSL na Bahia, a baiana Dayane Pimentel foi convidada para ser a vice-presidente na chapa encabeçada pelo pré-candidato Jair Messias Bolsonaro (PSL). Natural de Feira de Santana, professora, mãe e com um “passado na esquerda”, o perfil de Dayane caiu nas graças do deputado federal que gostou da ideia de ter uma apoiadora nordestina. A professora formada em docência no ensino superior ficou conhecida por fazer vídeos no Facebook em favor do político/militar. Sua página, chamada “Professora Dayane Pimentel”, conta com mais 200 mil seguidores e cerca de 2 milhões de visualizações em publicações apoiando Bolsonaro e atacando o PT, coisa que ela faz, segundo um dirigente do PSL-BA, “como ninguém”. 

O nome da professora ficou entre outros oito na lista de possíveis vices de Bolsonaro e apenas caiu por um motivo: Dayane Pimentel tem 32 anos, três anos a menos da idade mínima exigida para concorrer ao cargo. Sem poder ocupar o posto, a professora foi posta, com as bênçãos do próprio Bolsonaro, na presidência do PSL na Bahia. “Eu já era próxima de Bolsonaro antes de entrar no PSL. Só entrei no partido a convite do próprio candidato para ‘botar a cara no sol’”. Durante a coletiva dada nesta tarde (24) pelo pré-candidato em Salvador, não foram poucas as vezes que o parlamentar falou que confia e cabe apenas a Dayane tomar todas as decisões da legenda por aqui. Nos bastidores do partido a presidente tem candidatura posta para deputada federal em 2018 e é tratada como “a candidata de Bolsonaro”. “Esperamos que ela exploda de votos”, comentou um dirigente ao Bahia Notícias. “Professora universitária, discursa bem e bate no PT como ninguém”, exaltou, mais uma vez, o mesmo dirigente. Durante a passagem do pré-candidato pela Bahia, não foram poucas as vezes que Dayane assentiu e verbalizou “é isso mesmo” enquanto Bolsonaro expunha suas ideias. Como a de que mulheres preferem uma “pistola na bolsa” à lei de “feminicídio no bolso” .

Sobre o seu “passado na esquerda”, a presidente fala que não teve muita escolha. “Eu seguia os preceitos institucionais de escolas e universidades e, aqui na Bahia, a gente sabe que a esquerda dominou durante muito tempo. Obviamente enquanto uma pessoa dependente do ensino familiar, eu seguia aquela ideologia que me foi apresentada”, contou Pimentel que já ajudou na campanha de um tio petista. “Mas hoje, com a cabeça mudada e conhecendo outras literaturas, eu estou com Jair Messias Bolsonaro”, completou. Com esse familiares a professora confessa não ter mais contato: “Eles são intolerantes então prefiro seguir o meu caminho e seguir a política que acredito”. Em sua página no Facebook, Dayane Pimentel é descrita como a representante de Bolsonaro na Bahia. Ou seria uma encarnação baiana do deputado?

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