Copa do Brasil de 2018 estreia com novidades e premiação recorde

A 30ª edição da competição contará com 91 equipes, novo regulamento e terá a maior premiação de um torneio de clubes na América do Sul em 2018

Começa nesta terça-feira (30) com dois jogos (Vitória da Conquista-BA x Boa-MG e Caxias-RS x Atlético-PR) a 30ª edição da Copa do Brasil. O segundo torneio de maior importância para os clubes no calendário do futebol nacional terá novidades e passa a ser agora o de maior premiação, não só no Brasil, como na América do Sul.

A partir dessa edição, a grande mudança no regulamento está no gol qualificado (fora de casa), que deixará se der utilizado como critério de desempate pela primeira vez, desde 1989. Nos últimos anos, o gol qualificado só não está sendo usado nas finais. Outra novidade no regulamento do torneio de 2018 está na data limite para a inscrição de jogadores, que foi ampliada do dia 24 de abril (em 2017) para 30 de julho, antes do início das quartas de final. No ano passado, o Flamengo, finalista, não pode contar com reforços com Éverton Ribeiro e o goleiro Diego Alves na reta final da competição.

Mas a grande novididade na Copa do Brasil está na premiação, a maior em qualquer torneio de clubes na América do Sul em 2018. A partir dessa edição, a CBF irá dar ao campeão R$ 50 milhões só de prêmio pela conquista. Contando as cotas de participação nas fases anteriores, o time vencedor poderá ficar com até R$ 68,7 milhões. Quase quatro vezes o valor recebido pelo Corinthians, campeão brasileiro de 2017 — R$ 18 milhões. O vice-campeão da Copa do Brasil 2018 ganhará R$ 20 milhões.

Nas primeiras fases, os clubes receberão suas cotas pela participação em cada fase e também de acordo com os grupos onde estão classificados pela CBF. No Grupo 1, estão os clubes classificados até a 90ª posição no ranking da CBF. No Grupo 2, os times entre a 91ª e  180ª posição. Já no Grupo 3, equipes que ficarão abaixo do 181º lugar no ranking divulgado em dezembro de 2017.

Cotas de premiação na Copa do Brasil 2018:
Campeão: R$ 50 milhões
Vice: R$ 20 milhões
Semifinal: R$ 6,5 milhões
Quartas de final: R$ 3 milhões
Oitavas de final: R$ 2,4 milhões
Quarta fase: R$ 1,8 milhão
Terceira fase: R$ 1,4 milhão
Segunda fase: R$ 1,2 milhão (G1), R$ 950 mil (G2), R$ 600 mil (G3)
Primeira fase: R$ 1 milhão (G1), R$ 880 mil (G2), R$ 500 mil (G3)

O crescimento na premiação do Copa do Brasil 2018 ao campeão quase seis maior do que o da última edição em 2017 e mais de 15 vezes o valor pago ao campeão de 2012, no início da década. Na América do Sul, a Libertadores pagou ao Grêmio, campeão de 2017, R$ 24,7 milhões.

Premiação ao campeão da Copa do Brasil nos últimos anos:
2012: R$ 4,2 milhões (6 fases)
2013: R$ 6 milhões (7 fases)
2014: R$ 6,2 milhões (7 fases)
2015: R$ 8 milhões (7 fases)
2016: R$ 10,7 milhões (7 fases)
2017: R$ 13,3 milhões (7 fases)
2018: R$ 68,7 milhões (8 fases)

Campeões
Em 2017, o Cruzeiro, do técnico Mano Menezes, derrotou o Flamengo e ficou com o título da Copa do Brasil pela quinta vez na história. Assim, igualou a marca do Grêmio, que em 2016 havia se isolado como o maior campeão. Desde 1989, em 29 edições, a Copa do Brasil já teve 15 diferentes campeões. Dos considerados 12 grandes do futebol nacional, apenas Botafogo e São Paulo ainda não conquistaram o torneio — mas foram finalistas.

Clubes com mais títulos da Copa do Brasil:
5 – Cruzeiro e Grêmio
3 – Corinthians, Flamengo e Palmeiras
1 – Atlético-MG, Criciúma, Fluminense, Internacional, Juventude, Paulista, Santo André, Santos, Sport e Vasco

Todos os campeões e vices da Copa do Brasil:
1989 – Grêmio (campeão), Sport (vice)
1990 – Flamengo (campeão), Goiás (vice)
1991 – Criciúma (campeão), Grêmio (vice)
1992 – Internacional (campeão), Fluminense (vice)
1993 – Cruzeiro (campeão), Grêmio (vice)
1994 – Grêmio (campeão), Ceará (vice)
1995 – Corinthians (campeão), Grêmio (vice)
1996 – Cruzeiro (campeão), Palmeiras (vice)
1997 – Grêmio (campeão), Flamengo (vice)
1998 – Palmeiras (campeão), Cruzeiro (vice)
1999 – Juventude (campeão), Botafogo (vice)
2000 – Cruzeiro (campeão), São Paulo (vice)
2001 – Grêmio (campeão), Corinthians (vice)
2002 – Corinthians (campeão), Brasiliense-DF (vice)
2003 – Cruzeiro (campeão), Flamengo (vice)
2004 – Santo André (campeão), Flamengo (vice)
2005 – Paulista (campeão), Fluminense (vice)
2006 – Flamengo (campeão), Vasco (vice)
2007 – Fluminense (campeão), Figueirense (vice)
2008 – Sport (campeão), Corinthians (vice)
2009 – Corinthians (campeão), Internacional (vice)
2010 – Santos (campeão), Vitória (vice)
2011 – Vasco (campeão), Coritiba (vice)
2012 – Palmeiras (campeão), Coritiba (vice)
2013 – Flamengo (campeão), Atlético-PR (vice)
2014 – Atlético-MG (campeão), Cruzeiro (vice)
2015 – Palmeiras (campeão), Santos (vice)
2016 – Grêmio (campeão), Atlético-MG (vice)
2017 – Cruzeiro (campeão), Flamengo (vice)

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