Conheça o novo presidente eleito do Bahia

Guilherme Bellintani é candidato da chapa

Eleito novo presidente do Exporte Clube Bahia, com o voto do sócio torcedor. A eleição ocorreu neste sábado no estádio da Fonte Nova
Guilherme Bellintani possui graduação em Direito pela Universidade Católica do Salvador (2001) e mestrado em Educação pela Universidade Federal da Bahia (2006). É Doutorando em Desenvolvimento Regional e Urbano (Unifacs). Atualmente é diretor do Curso JusPODIVM, diretor da Múltipla – difusão do conhecimento, diretor geral e professor da Faculdade Baiana de Direito e Gestão e diretor da Editora JusPODIVM. Tem experiência na área de Direito e Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: ensino superior, ensino jurídico, economia da educação. (Fonte Escavador)

Confira as principais propostas de Guilherme Bellintani para o Bahia

Fortalecer a democracia

– O Bahia é o clube mais democrático do Brasil e precisa se afirmar desta forma. Foi a democracia que trouxe o Bahia na história mais recente ao seu sucesso. O que essa democracia trouxe? Primeiro, profissionalismo. Uma gestão profissionalizada, uma gestão integrada, transparente, que é respeitada em todo o país hoje, pelo clube que o Bahia é. Os jogadores passam a querer vir para o Bahia, o Bahia é respeitado pela imprensa nacional e por outros clubes. Portanto, acho que a primeira proposta que nós temos é a manutenção, o fortalecimento da democracia, que gerou um profissionalismo e uma conquista na marca do nosso Esporte Clube Bahia, que ninguém mais pode tirar. Então é a preservação da democracia, fortalecimento da democracia e fortalecimento da seriedade e do profissionalismo dentro do clube.

Alavancar economia

– O Bahia precisa, necessariamente, de uma alavancagem econômica. Não dá para continuar pagando a quantidade de dívidas que a gente ainda paga das gestões anteriores e ter um diferencial competitivo em relação a outros clubes brasileiros. O Bahia ainda tem uma receita muito inferior a outros clubes e, consequentemente, um investimento em futebol muito inferior. O que nós defendemos é uma ampliação do investimento em futebol, mas com responsabilidade. Ela deve vir desde que a gente tenha ampliação de receita. E como ampliar esta receita? Basicamente, o que a gente acredita é que o grande foco de ampliação de receita do Esporte Clube Bahia está dentro do seu próprio torcedor. Nós não vamos ser eleitos presidente e vice-presidente para estar lamentando a injustiça dos contratos nacionais. O que a gente quer é lutar por contratos nacionais melhores, mas a gente acredita que o nosso próprio torcedor pode melhorar o vínculo com o clube e fortalecer essa alavancagem econômica.

Firmar parcerias

– Uma quarta proposta, que é também do plano econômico, é a forma de alavancar receita por meio de parcerias. Hoje, por exemplo, a gente tem pouco uso da Arena Fonte Nova, por meio de agregação de receitas com parceiros comerciais. Por exemplo, a gente pode nomear o naming right do jogo; a gente pode nomear o naming right dos portões; a gente pode promover dentro da Arena Fonte Nova a exibição de marcas do próprio clube. O que a gente acredita também é que, além da tecnologia, a gente também pode agregar valor por meio da alavancagem econômica dentro da Arena Fonte Nova.

Contratar jogadores com identidade com o clube

– Uma coisa importante também é falar de como esse dinheiro vai ser aplicado. Não adianta só arrecadar mais recursos. Esse recurso vai servir para quê? Quando a gente fala de gestão e de alavancagem econômica, a gente está falando de futebol. Quanto mais recursos o Bahia arrecadar, mais a gente vai aplicar no futebol. O Bahia já chegou num momento em que suas dívidas estão equilibradas. Sabemos o que temos que pagar, e estão administradas ao longo dos anos. Qualquer receita nova vai ser para ser aplicada em futebol. E aí, como aplica isso? Primeiro, estabilização de elenco. Manter o atual elenco, bem sucedido, em grande parte, para os próximos anos. Isso é fundamental. São jogadores que já estão firmes no Esporte Clube Bahia, já têm uma identidade com o nosso time, já estão queridos e identificados com a torcida. É muito mais barato e muito mais proveitoso a gente manter quem tem do que desistir desse para trazer gente nova. Então estabilização de elenco é fundamental. Segunda coisa, o elenco por si só não basta. É preciso reforçar. Inevitavelmente, a gente perde algumas peças por falta de contrato, por final de contrato, e não consegue repor. Mas é preciso que os novos jogadores venham em condição de chegar atuando, em condição de vestir a camisa, de fato. Então essa estabilização do elenco, combinado com a vinda de reforços muito cuidadosos, evitando aquela história de “caminhão de jogadores”, que chegava todo ano aqui na Bahia… Ou aqueles jogadores em fim de carreira. A gente encerrando isso, a gente consegue estabilização do elenco e jovens atletas que venham para repor os que venham para repor os que eventualmente a gente perdeu ou para formar um elenco competitivo.

Formar jovens atletas

– O que a gente quer é fazer, na Cidade Tricolor, um centro internacional de formação de atletas baseado na região nordestina. Diversos jogadores jovens que, no Nordeste, não têm uma referência de divisão de base, vão identificar o Bahia como grande centro regional de formação de jovens atletas. Então, a partir daqui, com ampliação da quantidade de observadores, os nossos olheiros, ampliação da quantidade de escolinhas vinculadas ao clube, a gente vai ter essa rede que, gradativamente, quando os jovens atletas forem se formando e atuando e chegando a um estágio mais amadurecido, ele vem para dentro da Cidade Tricolor e aqui ele se forma como atleta e como cidadão. Como ser humano. Também com um processo forte de estabelecimento de vínculo, de formação humana e educacional.

Fonte Globo esporte

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