Caso do artista plástico

Morto em abril durante uma ação policia, o artista plástico Arnaldo Filho, o Nadinho, foi atingido pelas costas por um dos policiais militares envolvidos na abordagem, no município de Candeias. De acordo com laudos periciais, a perfuração na altura do tórax era de uma arma ponto 40, calibre utilizado pelas forças policiais em todo o país e exclusiva deste grupamento. “Três tiros foram disparados na direção da vítima, mas apenas um atingiu-o mortalmente. Os outros dois atingiram a porta e a parede da casa”, afirmou ao Correio o delegado titular de Candeias, Marcos Laranjeiras. O inquérito policial sobre o caso deve ser concluído até a próxima sexta-feira (15). Em depoimento, os três policiais admitiram não ter certeza se Nadinho tinha uma arma de fogo na mão. “Eles disseram que viram a vítima com um objeto não identificado na mão. Disseram que não poderiam precisar que existia uma arma de fogo porque já era 21h e estava escuro”, acrescentou o delegado. A versão oficial da PM à imprensa informava que o homem recepcionou os policiais em uma das janelas “empunhando e apontando uma arma de fogo ontra os integrantes das guarnições e, segundo o relato dos próprios policiais, teria acionado duas vezes a tecla do gatilho da arma, mas a munição teria falhado”. Ao lado do corpo da vítima, teria sido encontrado um revólver calibre 38, com duas munições falhadas e quatro intactas. No entanto, apenas um dos PMs disse ter visto a arma ao lado do corpo. O revólver era clandestino, sem registro.

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